O mundo hoje é marcado por uma confusão de princípios, por uma crise de valores e por falta de paradigmas a ser seguidos. O inimigo comum já não é visível como outrora. Mas então contra o que lutamos?
Pergunta difícil de ser respondida mas que causa inquietação em mim, que tenho como objeto de estudo o Homem e suas ações. Pois bem: para mim esse inimigo invisível mas declarado é a mediocridade dos tempos hodiernos.
Nunca teve-se acesso a informações de forma tão rápida e em larga escala como hoje. Televisão, Internet, revistas especializadas, enfim, inúmeras formas de adquirirmos conhecimento nos é possível; mas ao mesmo tempo nunca o conhecimento fora tão descartável como agora. As pessoas preferem os meios de informação rápido à leitura, logo esta que cria no homem um senso crítico e uma melhor conciência de idéias. O mundo das imagens substituem o mundo das palavras.Nossa crianças leem por obrigação e de forma desinteressada. Nas escolas, os estudantes não se lembram do que estudaram a poucos meses atrás. O conhecimento é aplicado de forma apenas a dar ao aluno uma boa nota na prova ou uma vaga na universidade. Nada mais. O ensino é tratado apenas como uma relação de mercadoria.
Será que a humanidade está passando por um processo de "emburrecimento"?
Nunca as pessoas se desinteressaram tanto pelo mundo em que vivem.
O que eu, como educador, estudante de História e cidadão posso fazer para melhorar o mundo à minha volta? Como posso colaborar para combater esta mediocridade tão enraizada no ambiente em que [sobre]vivo?
Acredito que não é função do historiador atenuar esta crise que a humanidade passa. Sua FUNÇÃO é estudar e compreender a história, ou seja, compreender a própria crise da sociedade. Mas é seu DEVER MORAL, como de qualquer estudante de Ciências Humanas, educador e intelectual, despertar na sociedade um senso crítico e uma capacidade de indignação para com a sua realidade. Mostrar às pessoas como deixar de ser medíocre. Instiga-las a discussão sobre as ações do Homem no passado e levá-las a refletir sobre o mundo hoje. O estudante de história tem sim o DEVER MORAL, NÃO A OBRIGAÇÃO, de ter um engajamento político, pois na sala de aula, através de seu discurso, ele é formador de opinião.
Como superar a mediocridade dos tempos [pós]modernos e da lógica capitalista que mercadoriza tudo? Como superar este mundo em que se perderam os valores? Levando as pessoas à reflexão através da crítica. Esse é o nosso DEVER.
5 comentários:
Concordei com você Luiz. Em tudo. Acho que você ficou receoso de eu questionar a "obrigação" do Historiador em ter um comprometimento social. Claro que ele não tem, assim como o médico pode apenas realizar apenas fúteis implantações de silicone e se enriquecer com isso (se bem que isso muitas vezes é um bem pra humanidade, se é que vc me entende). Um dos "deveres morais" do ofício do historiador é realmente ter cuidado com a forma que expressa e produz o conhecimento que produz, pois é inegável seu papel como formador de opinião, seja escrevendo ou dando aulas. O médico tem o "dever moral" de não realizar cirurgias desnecessárias, respeitando o outro. O dever moral vai muito além do juramento de ética da formatura. É o fazer do seu ofício instrumento de auxílio as pessoas e a sociedade. E realmente esta sociedade moderna, que vc tanto defende, é medíocre. Viva o conservadorismo!!!!!!!!!!!!!! HEHEHE.
Mais um ótimo post Luiz!
Mas sinceramente, não sei se uma posição política, simplismente, na sala de aula pode ajudar nessa luta contra a "mediocridade" moderna.
Penso que o mundo hoje carece de bons exemplos...
As pessoas serão convencidas à medida que eu me arriscar num caminho diferente e mostrá-las com a minha vida que assim sou mais livre...
Eu te encorajo a seguir nesse caminho bom, contramão do capitalismo e do amor próprio!
Busque fazer o bem para as pessoas e experimente de uma alegria inigualável...
Experimente de uma liberdade inimaginada...
Que Deus te abençoe nesse caminho!
Afinal, esse caminho, é o que Ele sempre nos chama a viver...
Ele é criador e conhecedor pleno...
Grande abraço...
Obrigado por essa reflexão!
Concordo Luiz.
A função do historiador é compreender o homem sob uma esfera temporal. Contudo, sua obrigação é devolver à sociedade aquilo que é deles, pois circunscrever o conhecimento à academia é apenas vaidade.
Nãi lí. É muito grande. Tenho mais o que fazer.
cuidado pra não confundir o que é academia. academia para o luiz é onde ele se despin... vocês sabem.
Postar um comentário