quinta-feira, 17 de maio de 2007

Descrença


Como alguem que tem a profissão cujo o objeto de estudo é a Humanidade, refletir sobre as ações do Homem em toda sua História é indissociável do meu ofício. Muitas vezes me pego a pensar o que levara a humanidade a agir de determinado modo. Certamente esta é a graça de ser um estudante de História.
Mas e no meu tempo presente? Será que uma reflexão a respeito do mundo em que vivo não é necessária e tão importante quanto?
É claro que é. Viver e não pensar a respeito do mundo em que vive é viver pela metade.
Depois destes anos estudando a ação do homem no tempo, ou como diria um amigo, a experiência das pessoas na Terra, minha forma de olhar a História se fez pessimísta no que diz respeito do futuro do homem. Percebi que a essência humana é ruim e, partindo deste pressuposto, não consigo enxergar algo de bom e para a humanidade de uma forma geral. Meu olhar se fez pessimista graças a política, ou seja, as próprias escolhas que a humanidade fez ate o dia de hoje.
Não consigo ver uma forma correta e principalmente justa que leve um bem estar as pessoas de forma geral. Pra mim a Democracia não passa de uma piada de mau gosto.

Ideologia

Composição: Cazuza/Roberto Frejat

Meu partido
É um coração partido
E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredito
Ah, eu nem acredito
Que aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Frequenta agora as festas do "Grand Monde"

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Eu quero uma pra viver

O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar a conta do analista
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro

Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Pra viver

Pois aquele garoto que ia mudar o mundo
(Mudar o mundo)
Agora assiste a tudo em cima do muro
(em cima do muro)
Meus heróis morreram de overdose
Meus inimigos estão no poder
Ideologia
Eu quero uma pra viver
Ideologia
Pra quero uma pra viver
Ideologia
Pra viver

sábado, 5 de maio de 2007

Saudosismo



Minha Infância


Saudades... tempos idos da minha infância!
Tudo era felicidade... não conhecia a dor,
Corria pelas campinas, movendo distância,
Era meu mundo de paz... recanto abstrator.

A brisa olente que tocava em meu peito,
Fazia das silvas, ternas canções de amor,
Jubilosos momentos... tudo era perfeito!
Eu, criança, bailando como um sonhador.

Vida minha, meta da suntuosidade pueril!
Ignoto das lágrimas, eu não sentia solidão,
Liberdade! Vertente de uma vida pastoril.

Eram deleites para meu diminuto coração,
Toda minha meninice em existência serril,
Cuja lembrança, dá-me saudade e emoção.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Eu Ando Tão Down



Muitas coisas que acontecem em nossas vidas nos fazem perder o rumo e nos tiram as idéias do lugar. De repente, o mundo que era de certezas aparentes se reduz a migalhas de um futuro incerto. O pisar dos pés que outrora encontrava um chão firme e constante, agora tateia apenas pequenas porções de terras não vacilantes; ilhas de segurança nas horas dificeis.
Mas será que mesmo estes portos seguros são realmente inabaláveis? Será que podemos creditar tanto de nossas vidas a esses lugares de confiança?
Nada na vida é constante e seguro. Nem mesmo o que julgamos ser mais forte para nós, nem mesmo aquilo que mais nos apegamos. Em questão de instantes, qualquer coisa na vida pode desmoronar e nos deixar sem norte.
Mas o Homem tem uma capacidade que muitas vezes ele mesmo julga não ter. A capacidade de superação; a capacidade de transpor as dificuldades e desafios da vida. Essa capacidade só é testada nas horas que as dificuldades aparecem, que precisam ser superadas. Mas acredite. Ela realmente existe. Seu maior aliado é o tempo, que sempre coloca as coisas no lugar.

É proibido

Pablo Neruda

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

terça-feira, 1 de maio de 2007

De volta

Pra marcar a volta do meu blog, esta foto que representa um dia muito especial ao lado de pessoas mais que especias. Aniversário da Kênia e a gente se reuniu aqui em casa... valeu demais galera!



Ode a Amizade

José Antônio Gama de Souza

Sou de um amor diferente
Dócil escravo, fácil presa
Um sentimento consciente
De muito valor e nobreza

Não permite preconceitos
Não envolve distinções
Mulheres e homens aceitos
Defeitos, virtudes, razões

Do ancião à criança
Há nesta forma de amar
Muita lição e esperança
De o mundo melhorar

Tem este amor a decência
De acatar, com harmonia
O prazer da convivência
No pesar e na alegria

Como exprimir tal amor
Não ser, nos versos, prolixo,
Sintetizar tanto apreço
Como Deus no crucifixo?

Ser, lacônico, entretanto
Sem desprezar a beleza
Sem ferir tanto encanto
Sem perder tal riqueza?

Este poder, já vos digo,
Que tem tal dignidade
É a bênção do amigo
O amor da amiz
ade!